Como bom bicho-da-seda, o escritor tece sua trama,
fio a fio, linha a linha, ponto a ponto,
cortando, entrelaçando, contextualizando.
Assim produz belos tecidos:
tecidos que são pura arte,
tecidos que são pura moda,
que se ajustam, que se moldam à pele
e que tocam os sentidos.
Somos o que vestimos,
somos o que pensamos,
somos o que lemos ou escrevemos.
O pensamento cria.
O sentimento atrai.
E o escritor faz existir, pela sua trama,
aquilo que não existe.
Ricardo Max
Ricardo Max

Comentários
Postar um comentário