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Bullying não é brincadeira



TEACHERS WHO BULLY STUDENTS: PATTERNS AND POLICY IMPLICATIONS


O foco desta pesquisa é uma área de comportamento abusivo que não tem recebido praticamente nenhuma atenção – quando os professores praticam bullying contra os alunos.
Para o objetivo deste estudo, bullying por professores (ou outros funcionários, incluindo os técnicos de esporte, que têm um controle de supervisão sobre os alunos) é definido como um padrão de conduta, enraizado num diferencial de poder, que ameaça, fere, humilha, induz medo ou provoca considerável stress emocional nos alunos.  Aqui se incluem comportamentos que qualquer pessoa razoável reconheceria como tendo um risco significativo de prejudicar os alunos.


Paralelos com o Bullying entre Pares e Outras Formas de Abuso
O bullying cometido por professores tem algumas semelhanças com o bullying entre pares. Também é um abuso de poder que tende a ser crônico e geralmente é expresso de forma pública. É uma forma de humilhação que gera atenção por degradar um aluno na frente dos outros. Com efeito, o bullying pode ser uma cerimônia pública de degradação em que as capacidades da vítima são rebaixadas e sua identidade é ridicularizada.
Da mesma forma, é deliberado, provável de estressar o alvo e tende a ser repetido. Igualmente significativo, o professor que pratica o bullying geralmente não recebe consequências negativas. Bem semelhante ao bullying entre pares.

A sala de aula é o local mais provável de ocorrência, embora possa ocorrer em qualquer local em que os alunos estão sob supervisão de adultos.
 O processo de mirar os alunos e as consequências de sofrer bullying de um professor também podem ser muito semelhantes ao bullying entre pares. As vítimas podem ser escolhidas com base na aparente vulnerabilidade (p.ex., alguém que não vai reagir ou porque o alvo é visto como alguém que os outros não vão defender (p.ex., gay ou lésbica) ou por causa de algum atributo pessoal desvalorizado. Quando vira o alvo, a vítima é tratada de uma maneira que a deixa à parte dos pares. Pode haver referências frequentes sobre como o aluno difere dos outros que provavelmente são mais capazes ou valorizados. Como resultado, o aluno pode também passar a ser um bode expiatório entre os colegas.

Os professores que cometem o bullying acham que sua conduta abusiva é justificada e vão alegar provocação por seus alvos. Geralmente disfarçam seu comportamento como “motivação” ou como uma parte apropriada do ensino. Também disfarçam o abuso como uma apropriada resposta disciplinar a um comportamento inaceitável do alvo.
O alvo, no entanto, está submetido à humilhação deliberada que não pode nunca servir a um propósito educativo legítimo.
Alunos que sofrem bullying de professores experienciam confusão, raiva, medo, dúvidas e profunda preocupação a respeito de suas competências acadêmicas e sociais. Não saber por que foi escolhido como alvo, ou o que precisa fazer para parar com o bullying, pode estar entre os aspectos mais estressantes de ser excluído e tratado de forma injusta.

Com o passar do tempo, especialmente se ninguém intervier, o alvo pode passar a se culpar pelo abuso e assim ter um sentimento persuasivo de desesperança e desvalorização.
Da mesma forma que os alunos bullies, os professores podem empregar uma série de métodos para desviar-se de queixas reais ou imaginadas sobre sua conduta ofensiva. Um método comum é tentar convencer os alvos que eles são paranoicos ou malucos, que entenderam mal o comportamento em questão ou que isto só existe na cabeça deles.

Também é comum para os bullies impugnar os motivos ou desempenho dos alunos , colegas e supervisores que registram uma queixa.  Por exemplo, um professor abusivo pode argumentar que o aluno que está se queixando está simplesmente tentando se desculpar por seu desempenho acadêmico “questionável”. Isto desvia a atenção da conduta imprópria do professor para uma discussão de “padrões” e para a motivação do aluno ao se queixar.  Isto também tem o efeito minimizador de sugerir aos outros que o que está acontecendo é meramente uma “diferença pessoal” ao invés de um abuso sistemático de poder.

O bullying praticado por professores produz um clima hostil indefensável no terreno acadêmico; ele diminui a aprendizagem e a capacidade dos alunos atingirem um bom desempenho.
…A ameaça de danos no bullying por professores tende a ser não-física, porém é invasiva e poderosa. Como seres sociais, os humanos temem o isolamento e humilhação tanto quanto (se não mais) o dano físico. Isto quer dizer que a ameaça de humilhação pode ser usada como uma arma… Os alunos que são alvos de professores podem se sentir numa armadilha onde quem abusa é todo-poderoso… Qualquer queixa sobre o comportamento abusivo coloca o aluno em risco de retaliação pelo professor, incluindo o uso das notas como sanção.

Alan McEvoy, Ph.D.
Wittenberg University
2005

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